[CONTO] As Aparências Enganam

O português caminhava a passos lentos pelo corredor escuro. Mal conseguia andar meio metro sem tropeçar em alguma coisa.

“Ora pois… não fazem mais corredores como antigamente. Ah, mas esse espertalhão me paga.

A caminhada parecia interminável. Seu Pereira parou de repente após tropeçar em uma panela e fazer um estardalhaço gigante. Uma luz acendeu no fim do corredor. Era o fim, tudo estaria acabado. Se o italiano parvalhão o encontrasse ali estaria perdido.

“Caspita! Quem está aí?”

Nenhuma resposta. O tintilar das panelas ainda podia ser ouvido, mas nenhuma resposta.

“Bichanos maledetos. Será que terei que matar todos os gatos dessa cidade???”

A porta se fechou novamente e a luz foi apagada. Novamente o corredor estava um completo breu. Seu Pereira não gostou do comentário sobre os gatos. Já não gostava do cozinheiro italiano, agora então o odiava.

“Don Giuseppe pode ser o maior mafioso da cidade, mas não tem o direito de sair por aí maltratando os pobres gatinhos. Ah, mas ele vai ver, ora se vai pá.”

O atrapalhado português continuou sua caminhada até a porta da cozinha. Abriu lentamente, tentando não fazer mais barulhos. Colocando o bigode para dentro deu uma leve espiada. Tudo livre. Talvez o italiano tivesse saído para comprar ingredientes ou para tramar alguma coisa contra os pobres gatinhos.

Arriscou então colocar o primeiro braço. Esperou. Ninguém. O caminho parecia livre. Entrou devagar e bateu a porta para fechá-la. O barulho foi enorme. O português congelou. Ficou imóvel, em pé ao lado da porta, olhando fixamente para o outro lado da cozinha. Ninguém entrou. Soltou o ar e respirou aliviado, o italiano estava fora.

“Legumes? Desde quando um italiano faz legumes? Onde estão as pizzas, as lasanhas e os molhos? Ó pá, mas este mafioso espertalhão está mesmo de piada.”

De repente a porta do outro lado da cozinha se abriu. O português congelou. Apenas abriu a mão para cair alguns parafusos na panela que refogava os legumes. É o fim, pensou novamente.

Para sua surpresa não foi o italiano que entrou na cozinha, mas sim um estranho homem com a cara pintada de branco e preto e alguns desenhos que lembravam os músicos de uma banda de rock americana.

O português olhou com surpresa. O homem do outro lado também congelou ao ver Seu Pereira.

Os dois trocaram olhares por um longo e interminável minuto. O estranho de cara pintada trazia alguns vidros de pimenta e um pequeno saco plástico em uma das mãos. O que seria aquilo?

Sem pensar duas vezes o português gritou:

“Maledeto! O que estais fazendo em minha cozinha?? Digo, o que faz na minha cozinha, ora pois …”

Por mais que tentasse, Seu Pereira não conseguia disfarçar o sotaque português e muito menos falar como o cozinheiro italiano. O cara pintada do outro lado do balcão sorriu, entendendo o que estava acontecendo ali.

“Tá, tá. Não sou Don Giuseppe. Meu nome é Nuno Pereira, ou Seu Pereira. E o seu??”

O português perguntou enquanto jogava mais alguns parafusos na panela.

O homem apenas levantou a mão e fez uma mímica esquisita que o português não entendeu. Depois levantou os vidros de pimenta e apontou as panelas. Continuou seus trejeitos, balançou a cabeça para frente e para trás, fez cara de quem ia vomitar e pegou um copo d’água, virando diretamente dentro da boca. O português achou graça nas mímicas do homem de cara pintada.

“És muito engraçado, pá! Estais tentando me dizer que quer virar esse troço aqui dentro das panelas?”

O mímico concordou com a cabeça. Deixou os vidros sobre o balcão, próximo ao fogão e juntou as mãos. Fez caretas simbolizando que estava pedindo “por favor” para o português. Novamente Seu Pereira riu.

“Tá certo então, mas vais bem rápido que o mafioso já deve estar voltando. És cozinheiro também?”

Novamente o homem fez sinal de positivo com a cabeça, enquanto despejava um vidro de pimenta dentro da panela. Pegou um brócolis dentro da travessa de vidro e olhou para o português, levantando os ombros em sinal de interrogação.

“Nem me pergunte. Também não entendi porque o italiano está a fazer estes legumes aí. Vamos embora logo.”

Os dois saíram pelo corredor de onde o português tinha vindo.

“Vamos gajo engraçado, é por aqui.”

Ao chegar no final do corredor e sair do local, o português não viu mais o mímico.

“Onde será que ele foi? Era um gajo muito engraçado mesmo.”

Foi então que Seu Pereira viu um cartaz preso atrás da porta pela qual saiu. A imagem mostrava o mímico em algum tipo de programa de TV, junto com apresentadores e atores famosos.

“François au Lait, o famoso cozinheiro francês é o novo apresentador do programa Mais Cozinha”. Leu as palavras em voz alta. “Ora pois, mas não é que o gajo é famoso mesmo.” 

E continuou a caminhada em direção a sua cozinha. Tinha um campeonato para vencer. Já tinha tirado um dos competidores do caminho, precisava descobrir quem eram os outros. Abriu a porta e entrou na cozinha. O cheiro da carne estava bom, já devia estar quase pront…

“ARRRGGHHHHHHHHHHHHHHHHHH… quem foi que jogou estas baratas no meu cozido? Eu mato um hoje, ah se mato!!!!”

Foi então que viu o pequeno saco plástico ao lado das panelas e lembrou, do agora não tão engraçado, cozinheiro francês.

“Gajo maldito, eu mato. Eu mato. Hoje eu mato e mando para os quintos dos infernos, ah se mat…”

Mas Seu Pereira primeiro precisava limpar sua cozinha. Não poderia vencer o campeonato apenas sabotando seus adversários. Precisava fazer um delicioso prato, um prato vencedor. Precisava repensar suas estratégias, precisava de um tempo. Era necessário… recomeçar.

>> Esse conto faz parte de uma experiência transmídia que realizei para o jogo de tabuleiro The Cook-Off, criado por Luis Francisco Baroni e lançado pela Funbox Jogos.

Em The Cook-Off, cada jogador é um cozinheiro que disputa um campeonato mundial de culinária. O objetivo é cozinhar carnes e legumes e subir no ranking de pontuação. Ao final do jogo, quem tiver mais pontos vence o jogo. A grande sacada do jogo são as sabotagens. Isso mesmo, um jogador pode sabotar a cozinha do seu adversário, colocando pimenta, parafusos ou insetos asquerosos na comida do outro, fazendo com que ele perca pontos ao final do jogo ou atrase sua caminhada ao topo do ranking.

Mjölnir e um pequeno detalhe que pode enriquecer uma história

Resgatando uma observação feita um tempo atrás em um outro espaço “internetístico”, gostaria de falar um pouco sobre os pequenos detalhes de uma obra que podem enriquecer toda a história. E o detalhe especifico a que me refiro aqui, aconteceu em uma cena do filme Vingadores – Era de Ultron, o segundo longa-metragem da super-equipe de super-heróis da super-Marvel.

Mjölnir, o poderoso martelo do Thor.

Durante a construção de uma história ou de seus personagens, é comum seu autor utilizar pequenos recursos ou detalhes para enriquecer a narrativa e dar um pouco mais de cor para a história central. No universo narrativo do Deus do Trovão nós temos esse pequeno detalhe, o Mjölnir.

Ok, mitologicamente falando, não é tão pequeno assim… mas prosseguimos.

O martelo do Thor é um item bastante conhecido da mitologia nórdica, muitas vezes (ou em muitas versões da mitologia) atribuído como um machado ou até mesmo um porrete. Nas lendas nórdicas, o Mjölnir é um artefato extremamente pesado, que somente o Deus Thor, com sua incrível força consegue carregá-lo. Ele ainda conta com a ajuda de um outro artefato, o cinto Megingjard que aumenta substancialmente sua força e lhe concede o manejo do poderoso martelo.

Para seu herói quadrinesco, a Marvel Comics teceu um novo propósito para o martelo, o Mjölnir só poderia ser carregado por quem fosse digno de tal feito, ou seja, a força é irrelevante para o Thor dos quadrinhos/cinema.

2562927-captain_america_mjolnirE esse é o ponto que eu quero chegar, agora falando especificamente da cena aí em cima. Durante o encontro dos heróis, começa uma brincadeira para ver quem consegue levantar o famoso martelo, colocado sobre a mesa pelo próprio Thor (claro, quem mais o faria?!). Vale aí a parte cômica, tão característica nos filmes da Marvel, onde Tony Stark veste uma das manoplas do Homem de Ferro para tentar o feito de levantar o martelo. Nada.. todo mundo tenta e nada. Até que, podemos ver claramente na expressão do Thor, Steve Rogers, o Capitão América, consegue mover levemente o Mjölnir. Mesmo que seja algo tão superficial que ninguém ali consegue perceber (a não ser o próprio Thor), fica aqui um pequeno detalhe sobre a construção do personagem Capitão América, sobre seus princípios e merecimento. Talvez ainda não seja digno de portar o grande artefato, mas já é algo que pode nos dizer muito sobre ele.

Não dá pra saber em quais HQs a Marvel se baseará para criar histórias futuras de seus personagens no cinema, mas nosso herói patriota já levantou o poderoso Mjölnir em duas ocasiões nas páginas dos quadrinhos. Na primeira vez em que foi digno de levantar o martelo, Steve Rogers apenas segurou a arma e a jogou para que Thor pudesse lutar. Na ocasião eles batalhavam contra Grog e os Demônios da Morte. Já na outra história, o Capitão América estava lutando contra o Serpente, seu escudo estava destruído e o poderoso martelo caiu na Terra. Steve Rogers usou todo o poder do Mjölnir para derrotar seu inimigo.

E a Viúva Negra, nossa belíssima Natasha Romanoff? Na cena em questão ela recebe o desafio de levantar o martelo, mas prefere não aceitá-lo. O que a Marvel estaria nos escondendo a respeito da Viúva? Seria ela digna também a ponto de levantar Mjölnir? Com certeza muitos fãs da personagem gostariam de ver tal façanha. Nos quadrinhos, Natasha já foi digna de levantar o martelo. Em um momento de necessidade, a Viúva Negra levantou o Mjölnir, porém, se transformou na versão feminina do Thor. Seria bem interessante ver Natasha Romanoff se transformar na nova Thor nos cinemas. 🙂

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Muitos outros personagens já levantaram o Mjölnir nos quadrinhos, afinal estamos falando de décadas de histórias envolvendo o personagem e seu martelo. Mas já que o foco do post é o universo cinematográfico da Marvel, finalizo apenas mencionando a possibilidade do Hulk levantar o martelo. Em 2012, na Avengers Assemble, Hulk foi controlado por Thanus (o grande vilão da fase atual da Marvel nos cinemas) e consegue sobrepujar o poder do martelo e levantá-lo usando a força!

Capitão América, Viúva Negra, Hulk… será que veremos o Mjölnir em ação nas mãos de outro personagem nos cinemas? E você, o que está achando da Marvel nas telonas?

Protocolo Bluehand – o potencial transmídia dentro do grupo Jovem Nerd

Lá em meados de 2006, o site de entretenimento Jovem Nerd (comandado por Deive Pazzos e Alexandre Ottoni) lançava o que viria a ser sua principal atração, o Nerdcast, um podcast totalmente dedicado a cultura nerd e publicado religiosamente toda sexta-feira. E o Nerdcast não apenas tornou-se o principal produto do grupo, mas também o mais famoso (e mais bem-sucedido) podcast da internet brasileira. E foi dentro dos episódios do Nerdcast que nasceu o Protocolo Bluehand.

Seria uma simples brincadeira ou o grupo estaria preparando seus espectadores para algo maior? Isso eu não sei, mas o fato é que, o analista de suporte de informática Caio Boiteux, um dos participantes da atração Nerdcast, é conhecido como Bluehand e seria ele o detentor de todo o conhecimento da humanidade. Com essa “brincadeira” em mente, o grupo passou a chamá-lo para participar de todos os episódios do podcast que necessitavam de algum conhecimento avançado em determinadas áreas e com isso, seus protocolos foram sendo criados e moldados ao longo dos programas.

protocolo-bluehand-capa1-250x300Em 2011, numa parceria com seu amigo e best-seller Eduardo Spohr (autor de A Batalha do Apocalipse e da trilogia Filhos do Éden), Azaghal e Jovem Nerd lançaram o primeiro livro chamado Protocolo Bluehand: Alienígenas. Em um formato de guia e com projeto gráfico primoroso, PBhA tornou-se um sucesso entre os seguidores do Jovem Nerd e também os fãs de ficção científica. Trazendo todas as diretrizes para o preparo conta uma possível invasão alienígena, a regra mais importante ali ensinada é: “Localize e Proteja o Bluehand”. Claro, afinal, com todo seu conhecimento, ele é o único capaz de perpetuar tais ensinamentos para os descendentes (e remanescentes) da raça humana.

Um ano depois, em 2012, o segundo Protocolo foi lançado, agora, preparandoPROTOCOLO_BLUEHAND_ZUMBIS_1354255937B-235x300
seus leitores para a (iminente) proliferação dos mortos-vivos. Protocolo Bluehand: Zumbis traz todas as diretrizes para você sobreviver em um apocalipse zumbi. Novamente com um projeto gráfico lindíssimo, cheio de anotações e ilustrações, esse novo protocolo foi escrito com a ajuda do escritor Abu Fobiya (se você ainda não sabia, esse ser é conhecido como Fábio Yabu, escritor e roteirista), também autor de outros livros lançados pelo grupo Jovem Nerd, como “Branca dos Mortos e os Sete Zumbis” e a graphic novel “Independência ou Mortos”.

Nesse momento, o Protocolo Bluehand já estava estabelecido como um potencial projeto transmídia. Comecei então a acompanhar de perto essa ideia e imaginar alguns outros caminhos que a franquia poderia tomar. Foi então que encontrei um pequeno game de navegador, criado por um fã do Jovem Nerd chamado André Pessoa. O jogo é bem simples, onde você mira e mata zumbis que se aproximam de um carro onde estão os sobreviventes. Apesar de não ser oficial e não fazer parte dos produtos da empresa, esse game mostra a proporção que o projeto está tomando e estabelece a cultura participativa entre os fãs do grupo.

Mas, ainda em 2011, coincidindo com o lançamento do primeiro Protocolo, a empresa Virtue Studio apresentou um vídeo cinematic do que poderia vir a ser um game oficial do Protocolo Bluehand. Mostrando cenários, veículos, personagens e até algumas cenas de gameplay, o vídeo deixou os fãs alucinados. Em um vídeo em seu canal no YouTube, o Jovem Nerd e a Sra. Jovem Nerd (esposa do Alexandre Ottoni) deixaram claro que se tratava de um estudo, uma espécie de experimento por parte do estúdio e não havia nada oficial ou em desenvolvimento sobre ele. Nesse episódio, eles comentaram que o estúdio queria começar com projetos menores, talvez games para mobile e depois partir para algo menor. Na época, um link para uma pesquisa foi disponibilizado, afim de saber que tipo de jogo os fãs do canal gostariam de ver sobre o Protocolo Bluehand.

Mas… e se o Protocolo Bluehand FALHASSE? 

hq_pbh_falhasse_01-300x269Foi exatamente com essa pergunta que surgiu, no site Jovem Nerd, uma HQ que narra os acontecimentos de uma possível falha nas diretrizes do Bluehand. Bem humorada e com belos desenhos, a HQ foi criada por Vilmar Júnior e mostra uma nova frente narrativa para o Protocolo Bluehand.

A história foi contada em 5 capítulos e agradou bastante os fãs que trataram de rechear as redes sociais com pedidos para que novas histórias como aquela fossem lançadas fisicamente, através da loja do grupo (a Nerd Store).

Um amigo ilustrador (e fã do Jovem Nerd) me procurou uma vez com a ideia de criar uma HQ baseada no Protocolo Bluehand. A ideia dele era utilizar elementos não explorados pela franquia, como monstros mitológicos, Cthulhu e coisas do gênero. Acho que ele desistiu da ideia em algum momento posterior.

O Mercado de Luxo e os produtos licenciados

Em 2014 o grupo fechou uma parceria com a empresa italiana de canetas de luxo Montegrappa (não foi a primeira
B3rEaeuCEAA90MF-300x300vez, eles já haviam feito outra parceria antes) e lançou um concurso para criar a Caneta Protocolo Bluehand. Artistas e designers enviaram suas artes e protótipos através do Instagram e um grupo de jurados nacionais e internacionais selecionou a vencedora, com a promessa de ser criada pela empresa. Seria esse o primeiro produto licenciado da franquia Protocolo Bluehand (além, é claro, da camiseta oficial já comercializada pela Nerd Store)? Dificilmente seria um produto licenciado para as massas, pois as canetas Montegrappa são exclusividade de um grupo de milionários que tem muito $$ para gastar com tais objetos.

Se a caneta italiana não foi a primeira tentativa de licenciar produtos sob a marca Protocolo Bluehand, podemos dizer que a franquia tem grande potencial para atrair muitos fãs, de diversos segmentos, para seus produtos. Prova disso é que, em 2015, o grupo Jovem Nerd e a Galápagos Jogos anunciaram uma expansão para o jogo de tabuleiro Zombicide.

Gaming Night #5 – Protocolo Bluehand é uma campanha com 4 missões para serem jogadas em Zombicide (principalmente na terceira temporada, chamada Rue Morgue, mas com alguma adaptação pode ser utilizada em qualquer outra temporada) e traz os personagens Jovem Nerd e Azaghal como sobreviventes do apocalipse zumbi. A linha Gaming Night do jogo é famosa por trazer novos personagens, missões extras e dados customizados, e a dupla Jovem Nerd e Azaghal são os primeiros brasileiros a estarem dentro do jogo Zombicide. As quatro primeiras caixas do Gaming Night eram produtos exclusivos lá fora, com tiragens menores e, à princípio, utilizadas em eventos e lojas especializadas para promover o jogo. Resta saber se essa expansão brasileira também seguirá a mesma fórmula ou se manterá em circulação enquanto houver interessados nela.

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A premissa do projeto Protocolo Bluehand como um todo é bem interessante e original, podendo tornar-se um projeto ainda maior em suas frentes transmidiáticas. Ainda não sei quais rumos tomará e se novos produtos surgirão, mas continuo acompanhando e estudando esse caso. A única certeza até o momento é que o terceiro livro da linha Protocolo Bluehand, com o subtítulo “Robôs” (ou “Máquinas” talvez) está em desenvolvimento e deve sair em breve pelo selo NerdBooks (selo literário do grupo).

E lembre-se sempre:

LOCALIZE E PROTEJA O BLUEHAND