A arte da gamificação até em uma simples brincadeira

Já há algum tempo venho pesquisando e estudando algumas coisas relacionadas a Gamificação. Também inspirado pelo meu amigo Ale Santos, grande especialista nesse campo, comecei a desenvolver um projeto junto a um cliente, para trazer a Gamificação ao RH da empresa e engajar seus colaboradores.  

Pra quem não sabe, a Gamificação é a utilização de técnicas e mecânicas dos jogos para projetos específicos, engajar pessoas, motivar colaboradores, evoluir o aprendizado e outras dezenas de benefícios que faz essa disciplina ter grande sucesso dentro das corporações.  

Claro que, um planejamento de gamificação, para um projeto grande ou metas ambiciosas, leva tempo e requer um grande conhecimento na área, além de técnicas apuradas para realizar um trabalho primoroso e alcançar os resultados desejados, porém, recentemente, percebi as técnicas da gamificação sendo usadas de uma maneira leve e sem compromisso, mas com algum embasamento e dificuldades bem interessantes.  

Minha filha Alice (com 9 anos no dia que publico esse post aqui), usou muito bem a gamificação em uma de suas brincadeiras. Ela e minha sobrinha Ana Clara fazem uma brincadeira chamada “Bate Fusca”. Já é antiga, mas há muitos anos não ouvia falar ou nunca mais tinha visto, até as duas começarem isso uns anos atrás. Se bem que, na minha época, a brincadeira era Fusca Azul e funcionava com um tapa ou soco no amiguinho ao lado quando avistávamos um fusca azul. Nada legal essa brincadeira, rsrs. Mas, se você nunca ouviu falar do “Bate Fusca”, é bem simples. Quando você avista um fusca na rua, fala em voz alta “Bate Fusca” e mostra. Isso contabiliza um ponto pra você. Ao final do dia, quem tiver batido mais fuscas é o vencedor. No dia seguinte o placar é zerado e tudo recomeça.  

Eis que a pequena Alice resolveu evoluir a brincadeira. Ela criou um ranking de raridade e distribuiu pontuações. Na cabecinha dela, um Fusca Roxo é “Raro” e passa a valer 2 pontos. Já um Fusca com pintura metalizada é “Mega Raro” e isso vale 3 pontos. Mas aí também entram os Fuscas “Ultrarraros”, que são os dourados e prateados, valendo 5 pontos. Para deixar as coisas ainda mais emocionantes, os ultrarraros têm uma pegadinha. Você deve encontrar 2 fuscas dourados ou prateados para contabilizar os 5 pontos ao final do dia. Caso encontre apenas um ultrarraro, os 5 pontos são contabilizados no placar do dia anterior. E ela foi me explicando toda essa mecânica no carro, em uma manhã há alguns anos atrás. 

Enquanto ela falava, eu divagava sobre o processo de criação e planejamento de um projeto assim, não apenas de gamificação, mas outras áreas que atuo também e percebi o quanto ali tinha um método e regras bem definidas para tornar a simples brincadeira ainda mais desafiadora. Criamos mundos fantásticos desde pequenos, gamificamos nossas brincadeiras para torná-las ainda mais interessantes e temos a criatividade e imaginação à mil por hora durante a infância. Infelizmente, o dia a dia da vida adulta nos priva um pouco dessas habilidades, mas podemos resgatá-las nas coisas simples do nosso cotidiano.  

“Bate Fusca” 

Até a próxima.  

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