O que eu aprendi com o RPG, meu hobby há mais de duas décadas.

Você tem um hobby? 

Eu tenho muitos, mas o meu preferido é o bom e velho #RPG

Bom e VELHO? 

Se você está lendo isso e tem ali na casa dos 20 anos de idade, provavelmente pensou nos RPGs eletrônicos, como Warcraft, Skyrim, The Witcher, entre outros.  

Adoro esses títulos, inclusive, The Witcher 3 é meu jogo de videogame preferido.  

Mas o hobby que eu mencionei no começo é o RPG de mesa, jogo tradicional criado lá no início dos anos 1970, com o lançamento do mais popular deles, o Dungeons & Dragons e que ficou muito conhecido aqui no Brasil em meados dos anos 1990. Aliás, época que comecei a jogar. 

1ª edição do Dungeons & Dragons, lançado pela Grow no Brasil

O RPG, ou Role Playing Game, é um jogo de interpretação de papéis, onde um jogador narra uma história e o restante interpreta os personagens que conduzirão essa aventura, mudando seus desfechos através de suas ações.  

Alguns livros, fichas de personagens (impressas no papel mesmo e preenchidas à lápis) e alguns dados especiais são suficientes para longas horas de diversão em volta de uma mesa. 

E é isso mesmo que você está pensando, o RPG é um jogo de imaginação. O mestre (narrador) conta a história, todos os outros jogadores imaginam essas cenas e agem de acordo com o que seu personagem se propõe.  

Na época do colégio, quando comecei a jogar, diziam que era um “jogo de nerd”. Não tiro a razão dessas pessoas. Afinal, os livros são gigantes, com centenas (ou milhares) de regras diferentes, números, contas e muitas histórias. Apesar de qualquer um poder jogar RPG, não são muitos que têm paciência ou vontade de aprender.  

Bom, eu… jogo toda semana, ao longo dos últimos 23 anos. 🙂 

Mas o que o RPG me ensinou?  

Como expliquei ali em cima, em uma partida de RPG, seja uma aventura simples, que dura algumas horas ou uma campanha que pode durar anos, os jogadores interpretam personagens.  

A primeira coisa que me fascinou nesse jogo foi a possibilidade de criar personagensdiferentes, de diversos tipos, com poderes diferentes. Acho que exatamente por isso que o #storytelling me prendeu logo que conheci. Não à toa, hoje trabalho com escrita, criação de personagens, universos ficcionais e coisas do gênero. 🙂 

Além disso, o RPG é um jogo cooperativo. Os jogadores, normalmente agem em conjunto, formando um grupo para resolver determinadas situações.  

Sabe o desenho Caverna do Dragão? Claro que sabe, tenho certeza que você já assistiu em algum momento da sua vida. Pois bem. Ele foi baseado no primeiro RPG, o Dungeons & Dragons. Aliás, esse é justamente o título em inglês da animação.  

Então imagina aquele grupo de heróis, lutando contra criaturas fantásticas e buscando uma alternativa para voltar ao seu mundo de origem. Cada um daqueles personagens é um jogador, interpretando seu papel, na história conduzida pelo mestre.  

Se você pensou em cooperação e trabalho em equipe, acertou. Essa é uma das habilidades que o RPG pode te ensinar.  

Outra de minhas paixões é a História. Sim, história mesmo, aquela que aprendemos na escola. E isso, também foi o RPG que despertou.  

Alguns jogos tem uma temática que proporciona uma oportunidade incrível para pesquisa.  

Um dos RPGs que mais narrei foi Vampiro: Idade das Trevas. É um jogo que se passa na era medieval e os jogadores interpretam vampiros, que são divididos por diferentes clãs e podem ter as mais variadas origens.  

Foram muitas e muitas pesquisas sobre a época, as regiões onde possivelmente os jogadores estariam, os grandes acontecimentos do período, etc. E esse é só um exemplo. 

Outro ponto que posso destacar é a desenvoltura para falar em público. Por mais que o público em uma partida de RPG seja de 5 ou 6 pessoas (às vezes mais, outras menos), foi a primeira plateia para qual falei e fui destravando um pouco da timidez. Isso ajudou demais quando fui ministrar alguns cursos e dar palestras.  

Enfim, ainda daria para destacar muitas outras coisas que o RPG me ensinou, como técnicas de negociação, habilidade para lidar com crises ou momentos de tensão e muito mais. Mas encerrarei por aqui, já me alonguei demais nesse artigo.  

Se você ainda não conhece o tradicional RPG de mesa, fica aqui a dica. Procure mais informações, algum grupo que jogue na sua cidade e deixe sua mente abrir para os mundos fantásticos desse jogo incrível.  

A foto de capa é do RPG Shadowrun, um cenário cyberpunk futurista, mas com elementos de fantasia, como elfos, trolls, magia e Dragões! 

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